A Defesa Civil de Ipatinga começou a liberar imóveis que haviam sido interditados de forma preventiva após as fortes chuvas que atingiram o município. A medida ocorre após novas vistorias técnicas indicarem que algumas residências já apresentam condições seguras para reocupação.
De acordo com o órgão, o trabalho de reavaliação é contínuo e criterioso. Equipes compostas por agentes e engenheiros analisam aspectos estruturais das construções, como trincas, movimentação do solo e risco de deslizamentos, antes de autorizar o retorno dos moradores. A prioridade, segundo a Defesa Civil, é garantir a segurança das famílias.
As interdições ocorreram principalmente após o temporal registrado em janeiro de 2025, que provocou uma série de deslizamentos, alagamentos e danos estruturais em diversas regiões da cidade. Na época, centenas de imóveis foram considerados de risco e precisaram ser desocupados, deixando milhares de pessoas desalojadas ou desabrigadas.
Desde então, o município mantém um monitoramento constante dessas áreas. O processo de desinterdição depende das condições específicas de cada imóvel, podendo ocorrer apenas quando há estabilidade comprovada e ausência de risco iminente. Em muitos casos, as casas permanecem interditadas por tempo indeterminado.
A Defesa Civil reforça que ocupar imóveis ainda interditados é considerado irregular e pode colocar vidas em perigo. O órgão também destaca a importância de a população seguir as orientações técnicas, especialmente em períodos de chuvas intensas, quando o risco de novos desastres aumenta.
Além das vistorias, a prefeitura continua oferecendo suporte às famílias afetadas, incluindo programas como o aluguel social, destinado a quem não pode retornar imediatamente para casa.
Com a liberação gradual dos imóveis, a expectativa é de que parte das famílias possa retomar a rotina, embora o processo ainda dependa de avaliações técnicas e das condições climáticas nos próximos meses.


