A Justiça de Minas Gerais decretou a prisão preventiva do caminhoneiro de 35 anos investigado pelo acidente que provocou a morte da empresária ipatinguense Flávia Carvalho Assis, de 46 anos, na BR-116, em Inhapim. A decisão atendeu a um pedido do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), que apontou indícios de que o motorista assumiu o risco de causar o resultado fatal ao realizar uma ultrapassagem em local proibido.
O acidente ocorreu na manhã da última sexta-feira (24), na altura do km 493 da rodovia. Segundo a investigação, o caminhão invadiu a pista contrária durante uma ultrapassagem em trecho de curva com faixa contínua, atingindo frontalmente o carro conduzido por Flávia. A empresária morreu no local. O filho dela, de 15 anos, que também estava no veículo, sofreu ferimentos e foi socorrido para atendimento hospitalar.
Ainda conforme o Ministério Público, após a colisão o motorista deixou o local sem prestar socorro às vítimas. Ele foi localizado posteriormente em uma unidade de saúde de Caratinga, onde buscou atendimento. As investigações apontam que ele não apresentava lesões aparentes e teria dado versões inconsistentes sobre a dinâmica do acidente e sua saída do local.
Na decisão que manteve o investigado preso, a Justiça considerou a gravidade dos fatos, o risco à ordem pública e a insuficiência de medidas cautelares alternativas. O MPMG sustenta que há elementos que indicam, em tese, a prática de homicídio com dolo eventual — quando o autor assume o risco de produzir o resultado morte — além dos crimes de lesão corporal e omissão de socorro.
O Ministério Público também informou que o investigado possui registros anteriores relacionados a situações de condução perigosa, circunstância que reforçou o pedido de prisão preventiva durante o andamento das investigações. O caso segue sob apuração pelas autoridades competentes.


