Os servidores públicos municipais de Ipatinga aprovaram, em assembleia realizada na noite de quarta-feira (22), a deflagração de uma greve geral com início previsto para a próxima segunda-feira (27). A decisão foi tomada após a categoria rejeitar a proposta apresentada pela administração municipal.
De acordo com o Sindicato dos Servidores Municipais de Ipatinga (Sintserpi), a paralisação seguirá os trâmites legais, incluindo a comunicação prévia aos setores públicos e à população, conforme exige a legislação.
Rejeição da proposta
A proposta da Prefeitura incluía reajuste salarial de 4,26%, com pagamento retroativo a janeiro dividido em parcelas, além de benefícios como vale-alimentação e vale-lanche. No entanto, os servidores consideraram os termos insuficientes e decidiram pela greve.
Segundo representantes sindicais, não houve avanço nas negociações, especialmente em pontos considerados prioritários, como recomposição salarial e melhoria nos benefícios.
Principais reivindicações
Entre as demandas da categoria estão:
- Reajuste salarial mais significativo;
- Regularização de benefícios;
- Pagamento de direitos atrasados, como férias e verbas rescisórias.
Ainda conforme o sindicato, há relatos de acúmulo de pendências, incluindo meses de férias não pagas e atrasos em rescisões contratuais, o que contribuiu para a insatisfação dos servidores.
Impactos e próximos passos
A greve deve afetar diversos setores da administração municipal, podendo impactar serviços públicos essenciais caso haja ampla adesão. A categoria afirma que a paralisação é uma medida extrema diante da falta de acordo com o Executivo.
A Prefeitura de Ipatinga ainda não havia se posicionado oficialmente sobre a decisão até o momento da publicação da notícia.
Enquanto isso, novas assembleias podem ser realizadas para avaliar o andamento do movimento e possíveis negociações entre as partes.


