O Tribunal do Júri da Comarca de Ipatinga julga nesta quarta-feira o réu acusado de um homicídio consumado e duas tentativas de homicídio ocorridos em um bar no bairro Veneza I. O crime, que causou grande repercussão na cidade, aconteceu na noite de 6 de maio de 2024 e deixou uma pessoa morta e outras duas feridas.
De acordo com a denúncia apresentada pelo Ministério Público, o acusado, de 32 anos, teria chegado ao local em uma motocicleta acompanhado de outro indivíduo ainda não identificado. Ao desembarcar, ele teria efetuado diversos disparos de arma de fogo contra frequentadores do estabelecimento. Um dos tiros atingiu no pescoço um jovem de 25 anos, que ainda tentou fugir, mas caiu sem vida cerca de 30 metros à frente do bar.
Além da vítima fatal, outras duas pessoas foram atingidas. Um homem de 35 anos, amigo do jovem morto, foi baleado na região abdominal e socorrido, sobrevivendo após atendimento médico. Um terceiro homem, de 44 anos, que não tinha relação com o conflito, foi atingido no tornozelo enquanto estava no local e também sobreviveu.
As investigações apontaram que o acusado e a vítima fatal se conheciam e tinham histórico de desentendimentos. Conforme apurado, ambos teriam participado juntos de um crime no passado, ocorrido anos antes no mesmo bairro. Após cumprir pena, a vítima teria descoberto que o acusado havia deixado Ipatinga e se mudado para outro estado, fato que teria gerado ressentimentos e novas discussões quando ele retornou à cidade.
Segundo o Ministério Público, na noite anterior ao crime houve uma briga entre os dois em outro bar da região. No dia seguinte, o encontro no Veneza I teria sido marcado sob o pretexto de resolver a situação, mas acabou resultando no ataque a tiros. A acusação sustenta que o crime foi praticado por motivo torpe, com uso de recurso que dificultou a defesa da vítima e colocou em risco outras pessoas presentes no local.
O réu responde por homicídio qualificado e duas tentativas de homicídio também qualificadas. Caso seja condenado por todos os crimes, a pena pode ultrapassar 50 anos de prisão. O julgamento segue ao longo do dia, com oitiva de testemunhas, interrogatório do acusado, debates entre acusação e defesa e, por fim, a decisão do Conselho de Sentença


